Como nasceu a iniciativa de valorização dos pequenos territórios insulares portugueses
Este projeto surgiu da constatação de que Portugal possui pequenas ilhas e formações insulares que permaneceram praticamente desconhecidas, mesmo entre os próprios portugueses. Enquanto destinos como Madeira e Açores recebem atenção merecida, outros arquipélagos menores preservam características naturais únicas sem qualquer estrutura adequada para visitação responsável.
Em 2019, um grupo de biólogos marinhos, geólogos e especialistas em turismo sustentável uniu esforços para criar protocolos de visitação que permitissem acesso controlado sem comprometer os ecossistemas frágeis.
Cada atividade oferecida baseia-se em estudos de capacidade de carga ambiental. Estabelecemos limites máximos de visitantes por período, rotacionamos áreas de acesso para permitir recuperação natural e monitoramos continuamente indicadores de biodiversidade.
Os percursos são desenhados para minimizar impacto físico no solo e na vegetação. Utilizamos trilhos já existentes criados por processos naturais ou por comunidades locais históricas, evitando abrir novos caminhos que fragmentariam habitats.
Trabalhamos em colaboração com universidades portuguesas especializadas em biologia insular, geologia atlântica e oceanografia. Os dados recolhidos durante as visitas contribuem para investigações em curso sobre adaptação de espécies em ambientes isolados.
Mantemos também diálogo permanente com autoridades de conservação para garantir conformidade com regulamentações ambientais e contribuir para atualização de planos de gestão territorial.
O modelo financeiro foi estruturado para que o turismo seja autossustentável sem depender de aumento contínuo de visitantes. Parte da receita é automaticamente direcionada para fundos de conservação geridos por entidades independentes.
Não buscamos crescimento de escala, mas aprofundamento da qualidade das experiências oferecidas e do impacto positivo mensurável nos ecossistemas.